Empenho minha vontade
risonha e tremendamente confusa
mas crente, esta verdade que me remata
que me atira para fora do mega-solo.
A verdade que é um destroço,
pedaço do céu em escopo e a lua faminta
na estranha leveza do ar que me inflama.
Rogo portanto, à ama de Deus que me incendeie,
que de fogo espírito nasça
e que toda minha masturbação pareça algo mais.
Quero que o céu seja lilás, roxo até que não vai mal
e o pátio de minha avó seja terráqueo-batido
mexido de anseios e sonhos limitantes d'imaginações humanas.
Quero ainda casas largas de sua estreiteza
e convencer o estranho da beleza do impuro e abominável.
Rente ao chão a lua e o céu
no mega-solo.
Rebento quente a larva laranjo-avermelhada d'mi.